quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

seca;

[de emilly cavalcanti]


tem veis que a fome
de tão grande e doída
raspa o estômago
até a finura da pele.

as veis anda sozinha
te comi os resto das lembrança
e te afoga na secura
das lágrima a canta.

tem veis que pára
e se arresolve dormi
esquece...
num vorta nem pra nos abri o zóio.

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